Mesmo depois do negócio anunciado em novembro de 2016 ter sido aprovado sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a compra da Frisa Frigorífico Rio Doce pela Minerva teve o seu contrato de compra e venda extinto e o negócio não foi concretizado, “por não terem sido satisfeitas, pelos vendedores, todas as condições precedentes avençadas entre as partes”.
A Minerva investiria R$ 205 milhões na operação para adquirir 99,56% do capital social da Frisa.
“A administração da companhia esclarece que, com a extinção do contrato de compra e venda, a operação não será implementada neste momento”, afirmou a Minerva, que não deu mais detalhes no fato relevante divulgado ontem.
Já o grupo Frisa informou que não houve acordo na negociação entre ambas as partes e, por isso, a venda não foi concluída. Mas ressaltou que cumpriu todas as cláusulas do contrato.
A Frisa é um dos principais produtores de carne bovina do Brasil, cuja unidade de Teixeira de Freitas tem capacidade de abate de 400 cabeças por dia; Nanuque (MG) 800 cabeças por dia; Colatina (ES) 500 cabeças por dia, contando ainda com um Centro de Distribuição e escritório em Niterói (RJ).
As unidades do Frisa adicionariam ao portfólio da Minerva dois Estados em que não possuía unidade de abate (Espírito Santo e Bahia), sendo que algumas unidades são certificadas para exportação, inclusive para os mercados da China e dos Estados Unidos.
As atividades do Frisa começaram em 1968, com o frigorífico de Colatina e hoje o grupo está entre os maiores do país.
Já a Minerva Foods é uma das empresas líderes de produção e comercialização de carne bovina, na América do Sul, com forte presença no mercado internacional, exportando para mais de 100 países nos cinco continentes.