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CULTURA / ARTE

Festival Caju de Leitores divulga programação completa da 5ª edição

Com atividades gratuitas de 2 a 4 de setembro, na Aldeia Xandó, programação reúne literatura indígena, oralidade, educação, artes e saberes tradicionais
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Por: Savá Cultural./ Débora do Carmo / Gabriela Toledo | Pub.: 26/08/2026 06:33 | Atual.:26/08/2026 06:53
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Festival Caju de Leitores O Caju de Leitores reúne escritores, artistas, educadores e lideranças indígenas na Oca Tururim, na Aldeia Xandó. Em 2026, o festival acontece de 2 a 4 de setembro

O Festival Caju de Leitores divulgou a programação completa de sua 5ª edição, que será realizada nos dias 2, 3 e 4 de setembro de 2026, na Oca Tururim, Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, em Porto Seguro (BA). Todas as atividades são gratuitas.

Com o tema “Um Manifesto de Bichos”, o festival reunirá escritores, artistas, educadores, estudantes, lideranças indígenas e comunidades em rodas de conversa, contações de histórias, encontros com autores, apresentações culturais e ações educativas. A programação estabelece relações entre literatura, oralidade, língua, ancestralidade, território, natureza e os modos indígenas de compreender a existência.

2 de setembro: literatura infantil, língua Patxohã e saberes do território

A abertura da programação, na quarta-feira (2), será conduzida pelo cacique Marrudo Pataxó, da Aldeia Xandó, e por Maria Coruja, anciã e mestra dos saberes ancestrais homenageada nesta edição. Em seguida, Giovanna Pataxó e Apêtxienã Pataxó participam da roda “Como chamamos os bichos em Patxohã: histórias de aldeia”.

À tarde, o Vozes da Escola abre espaço para produções de estudantes. A programação segue com a mesa “Descolonizando afetos na literatura indígena infantil: o que os bichos nos ensinam”, com Geni Nuñez e Auritha Tabajara, e termina com a apresentação do Grupo Cultural da Aldeia Xandó.

3 de setembro: livros, educação indígena e conhecimentos entre gerações

Na quinta-feira (3), Maria Coruja e Auritha Tabajara iniciam as atividades com uma contação de histórias. Mariela Tulián, Sairi Pataxó e Sebastian Gerlic participam da roda “Povos indígenas de Abya Yala: conexão ancestral por meio do livro literário indígena — quem é o nosso bicho ancestral?”. A manhã também terá apresentação da Cia. de Teatro Livro Aberto.

A programação da tarde inclui o Vozes da Escola, a apresentação da I Pesquisa Caju de Leitores e a roda “Educação indígena inclusiva: para humanos e não humanos”, com Vanessa Guarani Ratton, Carina Pataxó e Lucia Tucuju. O segundo dia termina com a apresentação do Grupo Cultural do Porto do Boi.

4 de setembro: imagens, grafismos e encontro com autores

No último dia, sexta-feira (4), Maria Coruja e Lucia Tucuju participam de uma contação de histórias. Na sequência, Maurício Negro, Sol Itaputyr e Tucunã Pataxó integram a mesa “Quando as imagens também contam as histórias dos bichos”, dedicada às relações entre imagens, grafismos, desenhos e narrativas.

À tarde, depois do Vozes da Escola, a Colheita de Livros promoverá um encontro do público com autores convidados. A apresentação dos Marujos Pataxó encerrará a programação do festival.

Jornada reúne formação, pesquisa e debates sobre literaturas indígenas 

No dia 1º de setembro, das 9h às 11h, o Centro de Cultura de Porto Seguro recebe a III Jornada de Literaturas Indígenas da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), atividade parceira que antecede a programação principal do Caju de Leitores. O encontro é gratuito e voltado especialmente a professores das redes pública e privada, educadores indígenas e estudantes universitários.

A Jornada propõe fortalecer as práticas pedagógicas a partir das literaturas indígenas, promovendo o diálogo entre os saberes originários e a educação formal. A atividade também se apresenta como espaço de formação, troca de experiências e difusão da literatura produzida por autores indígenas no Sul da Bahia.

Durante a programação, serão apresentados os resultados da I Pesquisa Caju de Leitores, que investiga a relação de crianças e jovens de escolas indígenas de Porto Seguro e do distrito de Caraíva com os livros e a leitura em diferentes contextos escolares.

Às 19h, no Campus Sosígenes Costa da UFSB, em Porto Seguro, a programação continua com a Varanda Indígena, mesa-redonda sobre ensino e literaturas indígenas, com Vanessa Guarani Ratton e Paulo de Tássio Borges da Silva.

Inscrições para a Jornada: https://forms.gle/izy9KhWWxbNH2frx5

Sobre o festival

Criado em 2022, o Festival Caju de Leitores promove o encontro entre literatura, educação e território, aproximando escritores, artistas, educadores, estudantes, lideranças indígenas e comunidades. Com ações dedicadas à formação de leitores e à ampliação do acesso à literatura indígena, o festival alcançou mais de 12 mil pessoas até 2025.

Em sua 5ª edição, o Caju de Leitores apresenta o tema “Um Manifesto de Bichos”, inspirado na presença dos animais nas histórias, nas memórias e nos conhecimentos transmitidos entre gerações. A proposta aproxima bichos, ancestralidade, língua, natureza e território, destacando diferentes modos indígenas de compreender a existência.

O Festival Caju de Leitores é uma realização do Ministério da Cultura e da Savá Cultural. Conta com patrocínio da Neoenergia e do Itaú, via Lei Rouanet, além da Secretaria Municipal de Educação de Porto Seguro, por meio da Superintendência de Cultura e Patrimônio Histórico. Tem ainda parceria acadêmica da Universidade Federal do Sul da Bahia.


Serviço

5ª edição do Festival Caju de Leitores
Tema: Um Manifesto de Bichos
Data: 2, 3 e 4 de setembro de 2026
Local: Oca Tururim, Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, Porto Seguro (BA)
Acesso: gratuito


Programação completa — Caju de Leitores 2026

2 DE SETEMBRO — QUARTA-FEIRA

7h30 — Recepção e acolhimento das escolas e do público em geral
8h — Abertura com o cacique Marrudo Pataxó, da Aldeia Xandó, e Maria Coruja, homenageada do Caju de Leitores 2026
9h — Como chamamos os bichos em Patxohã: histórias de aldeia, com Giovanna Pataxó e Apêtxienã Pataxó
10h30 — Território Vivo: ICMBio (Palco Sabará)
14h — Vozes da Escola (Palco Sabará)

14h30 — Abertura, com Sairi Pataxó, lideranças indígenas e representantes da Prefeitura de Porto Seguro
15h30 — Descolonizando afetos na literatura indígena infantil: o que os bichos nos ensinam, com Geni Nuñez e Auritha Tabajara
17h — Apresentação do Grupo Cultural da Aldeia Xandó

3 DE SETEMBRO — QUINTA-FEIRA

7h30 — Recepção e acolhimento das escolas e do público em geral
8h — Contação de histórias com Maria Coruja e Auritha Tabajara
9h — Povos indígenas de Abya Yala: conexão ancestral por meio do livro literário indígena — quem é o nosso bicho ancestral?, com Mariela Tulián, Sairi Pataxó e Sebastian Gerlic
10h30 — Apresentação da Cia. de Teatro Livro Aberto (Palco Sabará)
14h — Vozes da Escola (Palco Sabará)
14h30 — Apresentação da I Pesquisa Caju de Leitores
15h30 — Educação indígena inclusiva: para humanos e não humanos, com Vanessa Guarani Ratton, Carina Pataxó e Lucia Tucuju
17h — Apresentação do Grupo Cultural do Porto do Boi

4 DE SETEMBRO — SEXTA-FEIRA

7h30 — Recepção e acolhimento das escolas e do público em geral
8h — Contação de histórias com Maria Coruja e Lucia Tucuju
9h — Quando as imagens também contam as histórias dos bichos, com Maurício Negro, Sol Itaputyr e Tucunã Pataxó
10h30 — Território Vivo: Caraíva Proteção Animal (Palco Sabará)
14h — Vozes da Escola (Palco Sabará)
14h30 — Colheita de Livros — Encontro com Autores, com Duca, Adriana Pesca, Lucia Tucuju, Auritha Tabajara, Geni Nuñez, Maurício Negro, Carina Pataxó e outros convidados
15h30 — Apresentação dos Marujos Pataxó


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