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CULTURA

Caju de Leitores participa da III Jornada de Literaturas Indígenas da UFSB em Porto Seguro

Parceria reúne apresentação de pesquisa com 976 estudantes e mesa-redonda sobre ensino e literaturas indígenas no dia 1º de setembro
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Por: Savá Cultural | Pub.: 30/08/2026 08:20 | Atual.:30/08/2026 08:33
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A III Jornada de Literaturas Indígenas, promovida pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), será realizada no dia 1º de setembro, em Porto Seguro, com a participação do Festival Caju de Leitores em dois momentos. Pela manhã, das 9h às 11h, no Centro de Cultura de Porto Seguro, serão apresentados os resultados da I Pesquisa Caju de Leitores. À noite, a partir das 19h, o Campus Sosígenes Costa, da UFSB, recebe a Varanda Indígena, mesa-redonda com a participação de Vanessa Guarani Ratton, autora convidada do Caju de Leitores 2026. 

A Jornada é gratuita e voltada especialmente a professores das redes pública e privada, educadores indígenas, estudantes universitários e demais interessados. As inscrições devem ser feitas pelo link: https://forms.gle/izy9KhWWxbNH2frx5 

Pesquisa apresenta dados sobre leitores da região

Conduzida pela JLeiva Cultura e Esporte, a I Pesquisa Caju de Leitores ouviu 976 estudantes e investigou a relação de crianças e jovens de escolas indígenas de Porto Seguro e do distrito de Caraíva com os livros e a leitura em diferentes contextos escolares. Os resultados poderão orientar ações de formação de leitores e contribuir para políticas e projetos culturais e educacionais na região.

A apresentação será conduzida por Gabriela Rodella de Oliveira, professora da UFSB, mestre e doutora na área de Linguagens e Educação. Para ela, a Jornada aproxima pesquisa, formação docente, universidade e território, além de preparar estudantes e professores para participar do festival com mais repertório.

“Desde 2022, realizamos essa parceria, que começou com formações de professores indígenas e foi ampliada para outros docentes e estudantes. Neste ano, a III Jornada terá dois momentos importantes: a apresentação da pesquisa, que permitirá conhecer melhor esses jovens leitores e discutir os dados produzidos a partir de suas próprias respostas; e a Varanda Indígena, cuja proposta é aprofundar a discussão em uma perspectiva mais acadêmica, pensando especialmente na formação dos licenciandos e licenciandas e no trabalho com as literaturas indígenas na escola”, afirma Gabriela.

Varanda Indígena debate ensino e literaturas indígenas

Às 19h, a programação continua no Campus Sosígenes Costa, da UFSB, com a Varanda Indígena. A mesa-redonda reunirá Vanessa Guarani Ratton, professora, escritora e vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura, e Paulo de Tássio Borges da Silva, pedagogo, mestre em Linguística e Línguas Indígenas e doutor em Educação. A mediação será de Sérgio Cerqueda, professor associado da UFSB e coordenador do Colegiado da Licenciatura Interdisciplinar em Linguagens e suas Tecnologias do IHAC-CSC.

Convidada do Caju de Leitores 2026, Vanessa Guarani Ratton também participará, no dia 3 de setembro, da roda “Educação indígena inclusiva: para humanos e não humanos”, ao lado de Carina Pataxó e Lucia Tucuju. Na Jornada, a autora pretende discutir a presença das culturas indígenas na educação durante todo o ano e apresentar práticas que ampliem o repertório de educadores em formação.

“Como diretora de escola e professora, entendo a importância de inserir as culturas indígenas durante todo o ano na formação escolar, e não apenas no mês de abril ou em agosto, quando se fala de folclore e nossos encantados são apresentados como lendas. Com este evento, vamos ampliar ainda mais o repertório e sugerir algumas práticas, contribuindo para a formação de educadores mais reflexivos e preparados para construir, junto com seus alunos, o conhecimento sobre outras culturas e novas visões de mundo, que podem ser inspiradoras para o futuro, principalmente para as relações com a natureza e os animais”, afirma Vanessa, que também apresentará seu conceito de Ecoafetividade.

Para Paulo de Tássio, a atividade fortalece um debate importante para o território. “É um evento muito importante para a região e marca essas discussões sobre a literatura indígena. Estou muito animado para participar e contribuir com a formação”, afirma.

Caju de Leitores chega à 5ª edição

Criado em 2022, o Festival Caju de Leitores promove o encontro entre literatura, educação e território, aproximando escritores, artistas, educadores, estudantes, lideranças indígenas e comunidades. Com ações dedicadas à formação de leitores e à ampliação do acesso à literatura indígena, o festival alcançou mais de 12 mil pessoas até 2025.

Em sua 5ª edição, realizada de 2 a 4 de setembro, o Caju de Leitores apresenta o tema “Um Manifesto de Bichos”, inspirado na presença dos animais nas histórias, nas memórias e nos conhecimentos transmitidos entre gerações. A proposta aproxima bichos, ancestralidade, língua, natureza e território, destacando diferentes modos indígenas de compreender a existência.

O Festival Caju de Leitores é uma realização do Ministério da Cultura e da Savá Cultural. Conta com patrocínio da Neoenergia e do Itaú, via Lei Rouanet, além da Secretaria Municipal de Educação de Porto Seguro, por meio da Superintendência de Cultura e Patrimônio Histórico. Tem ainda parceria acadêmica da Universidade do Sul da Bahia.

 

Serviço — III Jornada de Literaturas Indígenas

Data: 1º de setembro de 2026

Manhã: das 9h às 11h, no Centro de Cultura de Porto Seguro — apresentação da I Pesquisa Caju de Leitores

Noite: a partir das 19h, no Campus Sosígenes Costa, da UFSB — Varanda Indígena

Acesso: gratuito, mediante inscrição

Inscrições: https://forms.gle/izy9KhWWxbNH2frx5 

Serviço — Caju de Leitores 2026

Tema: Um Manifesto de Bichos

Data: 2, 3 e 4 de setembro de 2026

Local: Oca Tururim, Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, Porto Seguro (BA)

Acesso: gratuito


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