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APRESENTAÇÃO ÚNICA

Espetáculo paraense “Quando a Folha Dança” faz apresentação gratuita na Aldeia Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, no dia 18

Com estreia na Bahia, solo de dança aborda a retomada da identidade indígena, ancestralidade e o processo de cura
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Por: Pitaya Projetos e Comunicação / Natália Carneiro | Pub.: 13/10/2026 12:40 | Atual.:13/10/2026 12:45
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Divulgação

O espetáculo paraense “Quando a Folha Dança” faz apresentação única na Aldeia Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, extremo sul do estado. O solo de dança contemporânea será realizado no dia 18 de outubro. À tarde, às 16h, haverá uma vivência com atividade prática aberta para a comunidade. Já às 19h, será realizada a apresentação de um grupo local e na sequência o espetáculo “Quando a Folha Dança”. Após as apresentações ocorre uma roda de conversa com os realizadores.

A obra percorre o caminho de volta ao território indígena Arapiun, território originário da avó da criadora Rô Colares, localizado na região do Baixo Tapajós, no estado do Pará. Rô Colares é mulher indígena Arapiun, pesquisadora, mestra e doutora em Artes pela UFPA, e traz no corpo uma investigação que atravessa corpo-território, ancestralidade e movimento. Ela estrela o espetáculo e também o dirige com participação de Mateus Moura. Em 50 minutos de apresentação, a obra atravessa mais de cem anos de existência de mulheres curadoras até ocupar a cena como território ritual onde trata de elementos como identidade e morte.

“A proposta de começar pela Bahia tem um simbolismo muito grande. Foi na Bahia que os primeiros colonizadores portugueses pisaram, foi o primeiro território invadido. E é com muita honra e reverência que a gente vai apresentar o espetáculo na Aldeia Coroa Vermelha do povo Pataxó. Um povo que historicamente enfrenta batalhas muito duras e vem vencendo na manutenção do seu território, frente à especulação imobiliária. E é muito importante, é uma aliança, é um fortalecimento, é dizer para os parentes Pataxós que eles são vistos e que a luta deles não é só deles, até porque povos indígenas do Brasil inteiro enfrentam essas mesmas lutas. Estar pisando nesse território precioso de um povo valente e guerreiro, é honrar minha ancestralidade Arapium e celebrar as nossas resistências, nossas existências. Estamos hoje aqui permanecemos lutando e continuaremos.”, comenta Rô Colares, diretora do espetáculo.

Foto: Jonathan Dourado

Antes de chegar ao extremo sul do estado, a 4ª temporada do espetáculo “Quando a Folha Dança”, estreia em Salvador. A programação inicia com vivência oferecida para alunos da disciplina Dança e Saberes Indígenas da Universidade Federal da Bahia, nos dias 14 e 15 de outubro. No dia 15, também haverá uma apresentação aberta ao público, às 19h, no Teatro Movimento, no Campus Ondina, na UFBA. Na ocasião, os estudantes da UFBA também apresentam o espetáculo “Imoguatá”, do artista Joseh Jara, seguida de uma roda de conversa com os realizadores.

Depois das apresentações na Bahia, o espetáculo entra em cartaz em Rondônia, passando por Porto Velho e pela Aldeia Central/ Povo Karitiana, e depois pelo Ceará, no Território Indígena Jenipapo Canindé, em Fortaleza, e no Território Indígena Tremembé da Barra do Madaú, em Itapipoca. Durante as 03 edições anteriores, a obra já realizou 10 apresentações passando pelos estados do Pará, Piauí e Rio de Janeiro.

O espetáculo “Quando a Folha Dança” é realizado por meio do Programa Funarte de Difusão Nacional 2025 - Circuito Klauss Vianna de Dança e apoio do Tekó Coletivo de Artivismo Indígena, da Escola de Dança da UFBA e da Associação de Comerciantes do Parque Indígena Pataxó da Aldeia Coroa Vermelha.

Acompanhe o espetáculo pelo Instagram: instagram.com/quandoafolhadanca

SERVIÇO - ESPETÁCULO “QUANDO A FOLHA DANÇA”
Quando: 18 de Outubro, às 16h e 19h
Onde: Aldeia Coroa Vermelha - Comércio Indígena Pataxó - Feirinha de Coroa Vermelha, Santa Cruz Cabrália
Quanto: Gratuito


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