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POLÍCIA FEDERAL - Agentes protestam hoje contra descaso e controle político

Os agentes federais denunciam que Cardozo (Ministro da Justiça) está incentivando a militarização da Segurança Pública no país, e tornando-a ainda mais ineficiente e ultrapassada

Por: Clic101
Publicado em 23/04/2014 08:36

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Nesta quarta-feira, 23, agentes federais em todo o país vão paralisar suas atividades e protestar contra o Partido dos Trabalhadores (PT), em frente aos diretórios do partido ou sedes do Poder Legislativo.

Com as mãos com tintas vermelhas, simbolizando sangue, e narizes de palhaços, os grevistas culpam o PT pela indicação de José Eduardo Cardozo para Ministro da Justiça, considerado pelos policiais federais um péssimo gestor de Segurança Pública, e o pior ministro de todos os tempos.

Foto: Divulgação

Para a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), o péssimo desempenho dos gestores da Segurança Pública Brasileira significam mortes de inocentes, que vão ser simbolizadas pelas mãos sujas de sangue, enquanto os narizes de palhaço vão representar a revolta pelo sucateamento da Polícia Federal e a desvalorização dos seus servidores.

Convite da Fenapef

“Convidamos todos os servidores, familiares, amigos e sociedade civil a participar do nosso proitesto de cidadania, pois a incompetência na gestão da segurança pública brasileira está custando as vidas dos brasileiros”.

Os agentes federais denunciam que Cardozo está incentivando a militarização da Segurança Pública no país, e tornando-a ainda mais ineficiente e ultrapassada, indo na contramão dos planos de segurança pública criados pelo próprio PT, com ideais de desmilitarização, direitos humanos e modernização dos organismos policiais.

José Carlos Nedel, diretor de estratégia da Fenapef, diz que “a militarização da segurança pública é o atestado de incompetência de qualquer gestor. Afinal, você obtém segurança a qual custo? Apontando um tanque para a favela e colocando um recruta com um fuzil patrulhando as ruas. E o que dizer da inconstitucional Força Nacional, exemplo da política do cobertor curto, em que se paga diárias para policiais de um estado trabalharem em outro?

Segundo as entidades sindicais, Cardozo priorizou o controle político das investigações, tornou a PF mais burocrática, e é omisso em relação à estatística de policiais doentes. O concurso público para tais cargos deixou de ser atrativo, e hoje já se acumulam três mil cargos policiais vagos, que não são preenchidos devido ao sucateamento da carreira.

Segundo Jones Leal, presidente da Fenapef, “esse protesto não é um movimento político antipartidário, é um movimento cidadão contra a incompetência e autoritarismo do PT na gestão do Ministério da Justiça, algo que vai na contramão de sua própria ideologia, pela intolerância, conduta antidemocrática e desvalorização do trabalhador”.

Fonte: Agência Fenapef








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