Policiais Militares foram chamados na noite de sábado (18) a uma praça no centro da cidade de Prado, onde em frente a um bar uma carretinha mantinha som alto que estaria provocando perturbação pública. Solicitados pelos policiais, o som foi diminuído, mas ao deixarem o local, o barulho foi restabelecido, provocando cerca de meia hora depois o retorno da polícia, desta vez com reboque para apreensão do equipamento.
Uma confusão foi estabelecida, com insultos e troca de farpas por um grupo de pessoas, terminando com um saldo de dois rapazes feridos a tiros, que não tiveram os nomes divulgados, sendo socorridos à Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas (UPA) na própria cidade do Prado, posteriormente encaminhados ao Hospital Municipal de Teixeira de Freitas.
Em nota, o Comando da 88ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), que tem sede em Alcobaça, mas também responde por Prado e Caravelas, divulgou uma nota acerca do caso.
“Pelo que pudemos apurar até agora, a guarnição da Polícia Militar esteve no local (Praça de Eventos) para atender a diversas solicitações de perturbação do sossego, tendo em vista que um reboque (carretinha) de som estava com o volume muito alto, causando incômodo a várias pessoas. Na primeira vez que lá estiveram, o dono do som não se apresentou, apenas diminuiu o som, provavelmente com um controle remoto, e considerando que o problema tinha sido resolvido, os policiais saíram pra atender a outra ocorrência do mesmo tipo lá na área da Cabana 51”, diz.
E prossegue: “Após retornarem de lá, foram novamente acionados pela Central que recebeu denúncia de que tinham aumentado o volume novamente. Os policiais retornaram à Praça de Eventos e como desta vez nem o proprietário do som se apresentou, nem diminuiu ou desligou o volume, o guincho foi acionado. Momentos após, quando viram a chegada do guincho se posicionando para recolher o reboque com o som, vários dos presentes se comportaram de maneira hostil, conforme pode-se perceber no vídeo em anexo, inclusive, tentando impedir os policiais de fazerem a apreensão da aparelhagem de som, procedimento previsto em legislação”.
E completa a nota: “Após o descrito, os policiais tiveram que utilizar a força, até mesmo para resguardar sua integridade física, e como não surtiu efeito devido à grande quantidade de pessoas hostis à ação policial, eles se viram obrigados a utilizar os meios que tinham à disposição para resguardar sua própria integridade física, não permitindo que ocorresse como já aconteceu em outros locais, de populares tomarem as armas dos policiais e os vitimarem. Desta forma, fizeram uso da arma de fogo, tendo ainda a preocupação de evitar atingir os suspeitos em pontos vitais, mas agindo de maneira suficiente para repelir injusta agressão. Logicamente que isso tudo ainda será formalmente apurado, inclusive, sendo ouvidos os suspeitos atingidos pelos disparos, bem como outras testemunhas, produzidos outros meios de prova como perícias e laudos de lesões corporais”.